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BREXIT: “Projeto Medo” e “Projeto Ódio”, os dois lados da mesma moeda

brexit-1462470589PAaO Brexit foi votado favoravelmente e de forma soberana pelos cidadãos do Reino Unido – Inglaterra  (53% contra a UE), Escócia, Irlanda do Norte e Gibraltar (62%,  58% e 95% a favor da permanência na UE, respetivamente: votações expressivas que poderão, quiçá, conduzir à desagregação do próprio Reino Unido) – e constitui o facto geopolítico mais importante e de maior impacto a ter lugar na Europa desde a queda do muro de Berlim em 1989.

O resultado do referendo – que também deixa bem vincado um fosso geracional: os mais jovens são pró-UE e os mais velhos contra a UE – é, dado o carácter neoliberal, austeritário e antidemocrático desta União Europeia, perfeitamente compreensível e parece ser uma prova da coragem da maioria dos cidadãos britânicos que, perante as pressões vindas de todos os lados e as previsões catastrofistas, se mantiveram firmes na sua milenar postura de ilhéu isolacionista e eurocético. Os britânicos, pelo menos 51,9% deles, resistiram ao “Projeto Medo” construído pela clique eurocrata, a OCDE e o FMI cujas diatribes já destruíram a estrutura social de países como a Grécia ou Portugal.

Todavia, não acreditamos que o resultado do referendo britânico tenha sido apenas o reflexo de uma reação de 51,9% de eleitores sedentos de mais soberania (Portugal, por exemplo, perdeu muito mais instrumentos de soberania do que o Reino Unido) contra as políticas neoliberais do capitalismo selvagem que precarizam e empobrecem os povos do continente. Infelizmente, todos os dados indicam que o Brexit é o fruto de desejos muito menos dignos e altruístas.

Faz, portanto, sentido lançar esta pergunta:

– Quais as principais razões que levaram a maioria dos 51,9% de britânicos a votar pelo Brexit?  Continue reading BREXIT: “Projeto Medo” e “Projeto Ódio”, os dois lados da mesma moeda

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La déchéance d’identité française

Le FN fait semblant de ne pas être néo-nazi!

Les Républicains font semblant d’être républicains!

Le PS fait semblant d’être de gauche!

Les seuls qui s’en sortent avec cette déchéance c’est le FN puisque la feinte et le mensonge font partie de leur vraie nature!

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Le jour où les autres partis se décideront enfin à retrouver leur vraie identité historique peut-être que le FN ne gagnera plus avec c(s)es déchéances!

Au contraire des pseudo-Républicains, le PS démontre qu’il est un parti républicain en faisant barrage à l’extrême droite, mais ce sera avec des vraies politiques sociales de gauche que le barrage sera le plus efficace!

Allez les Socialistes français, regardez vers le Portugal et travaillez aussi pour la convergence des Gauches françaises.

Une solution qui aurait fait gagner 10 des 13 régions de la métropole à la Gauche!

De que guerras fogem aqueles que morrem afogados no Mediterrâneo?

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Refugiados líbios à procura de Paz depois da destruição do seu país pelas bombas largadas em nome de uma falsa Democracia

Qualquer ser humano que possua um coração feito de carne dentro do peito chora com o sofrimento dos milhares de homens e mulheres que foram (e são) engolidos pelas ondas quando, desesperados, resolvem arriscar as suas vidas e as das crianças que carregam nos braços em busca de uma vida digna. Apenas as carcaças desumanizadas ficam indiferentes perante esta situação de catástrofe humanitária, recusando-lhes qualquer tipo de ajuda e fechando-lhes a porta na cara. E vemos que, inacreditavelmente, o mundo anda cheio dessas carcaças ambulantes.

É sabido que, hoje, os migrantes/refugiados que tentam a travessia do Mediterrânio com o objetivo de penetrar no limes da “Fortaleza Europa” vêm essencialmente de duas regiões do mundo: o Médio Oriente e o Norte de África. Sabemos, também, que esses migrantes/refugiados fogem da guerra e das misérias que ela arrasta.

Mas urge colocar a questão essencial. Um autoquestionamento que uma boa parte da população europeia – preocupada com a sua própria sobrevivência e comida pelos seus egoísmos nacionais, que tão bem definem a Europa historicamente –, nem sequer consegue levar a cabo. Essa incapacidade de se interrogar é, como não poderia deixar de ser, exacerbada pela informação noticiosa “empacotada” das televisões e dos jornais, fornecida e orientada por um regime, aquele em que vivemos, que é, ele próprio, o principal causador de todas essas desgraças. Não só das nossas, europeus, mas também das alheias, das dos desgraçados que morrem no mar.

E é esta a questão que urge colocar: “Quem promove as guerras que expulsa essa gente das suas terras?”.

A resposta é simples. Somos nós.

Somos nós, todos aqueles que elegeram os governantes que ordenaram o bombardeamento e a destruição da Líbia, fazendo-a recuar aos seus tempos tribais enquanto as “nossas” companhias petrolíferas matam a sua sede com o petróleo roubado ao povo líbio.

Somos nós, todos aqueles que deram o seu voto a políticos que atiram gasolina para cima da guerra civil síria e destruíram o Iraque, recorrendo a mentiras e a sofismas para – a história repete-se – encherem os bolsos dos acionistas da SHEL, da EXXONMOBIL ou da ENI.

Somos nós, todos aqueles que aplaudem quem gerou, apoia, treina e arma grupos terroristas que arrastam as populações de imensos territórios para um obscurantismo medieval.

Sempre que virmos uma criança a boiar morta nas águas do Mediterrâneo, lembremo-nos do nosso voto que, num qualquer domingo de sol, foi cair dentro de uma urna e elegeu Nicolas Sarkozy, o principal fomentador da destruição da Líbia pelas bombas da NATO.

Sempre que virmos um barco virado do avesso e rodeado de cadáveres, lembremo-nos de quem elegemos para os cargos de chefia da União Europeia, uma das instituições responsáveis pelos desastres sírio e iraquiano.

Sempre que virmos seres humanos como nós a serem pescados das águas, lembremo-nos dos cordiais cumprimentos entre os políticos que elegemos e o rei saudita, o grande apoiante material e ideológico do Estado Islâmico, esse antro de fanáticos que tanto degola cristãos como enforca muçulmanos.

Façamos, portanto, um mea culpa, pois ele é mais do que necessário.

O Iraque de Saddam Hussein, a Síria de Assad ou a Líbia de Kadhafi, longe de serem Estados livres, eram países modernos, com o maior nível de desenvolvimento humano das respetivas regiões. O Iraque, a Síria e a Líbia passaram de ditaduras estáveis a infernos ardentes, levando as suas populações (e as dos países vizinhos) à miséria e à morte. Qualquer ser humano que estivesse nessa situação faria o mesmo que fazem os milhares de migrantes/refugiados: tentaria a travessia para um lugar de paz que lhes permitisse uma vida digna.

A maneira infantil como nós usamos o nosso voto é responsável pela morte dessa gente. Um voto irrefletido e leviano em quem promove a guerra é uma arma de destruição maciça.

Só existe, portanto, uma solução para acabar com a tragédia no Mediterrânio.

E ela é a seguinte: é hora de usarmos a democracia que temos para escorraçar do Poder os políticos que fomentam as guerras nos outros países e as crises económicas nos nossos.

Só elegendo Governos de rutura com este paradigma que visa ingerir na vida política de terceiros e destruir os países do Médio Oriente ou de África para lhes sacar petróleo ou outras matérias-primas (com o intuito de, assim, alimentar um regime moribundo baseado no dinheiro fácil, na especulação e na exploração) conseguiremos estancar a hemorragia de vidas que tinta o Mediterrâneo de vermelho.

O voto naqueles que defendem a paz e o respeito mútuo entre todos os povos é a nossa arma. Seja para nos salvar a nós próprios, seja para salvar aqueles que morrem na travessia do mar. Para isso, basta utilizar o voto com seriedade, convicção e, claro, maciçamente.

Portugueses em França unidos contra a extrema-direita

MANIFESTE

PORTUGAIS ET D’ORIGINE PORTUGAISE en FRANCE

UNIS CONTRE L’EXTRÊME-DROITE

Lien vers le manifeste Unis contre l’extrême-droite à signer

Citoyens portugais ou d’origine portugaise résidant en France, nous voulons exprimer notre profonde inquiétude face à la montée de l’extrême droite en Europe, notamment en France. Nous manifestons notre désaccord avec des propos, des idées ou des actions qui vont à l’encontre des valeurs de la République qui sont la liberté, l’égalité et la fraternité.

Nous sommes issus d’une histoire longue et douloureuse de dictature et nous avons été accueillis dans ce pays, comme tant d’autres individus de différentes origines, tout en contribuant ensemble au développement de la France. Nous avons, par ailleurs, été nombreux à emprunter les chemins de l’immigration clandestine, pointés du doigt aujourd’hui par l’extrême droite. Nous sommes tous immigrés ou fils d’immigrés, raison supplémentaire pour porter haut et fort les valeurs de solidarité, de fraternité et d’ouverture à l’autre.

Nous devons absolument dire « NON » à toute forme de DISCRIMINATION, de NATIONALISME, de REPLI SUR SOI, propres aux théories de l’extrême droite. Nous défendons que ces différentes origines sont un atout, une richesse pour la France dans son ensemble et non un problème.

Les raisons et les responsabilités de cette montée de l’extrême droite sont multiples et transversales, il est ainsi plus que jamais nécessaire de mener un travail profond et volontaire de réflexion et de débat citoyen sur ces questions.

Nous saluons l’engagement politique et citoyen de nos compatriotes qui votent, qui s’investissent dans la vie de leur pays d’accueil ou de naissance et nous appelons tous à FAIRE FRONT FACE À L’EXTRÊME DROITE ; à défendre et à être fiers de cette richesse qui est la diversité, résultat de nos différences.

Unis, faisons front contre l’extrême droite !

Premiers Signataires

Abílio Laceiras (Militant associatif, Syndicaliste,Correspondant du Jornal do Fundão)

Alda Pereira Lemaitre (Ancienne Maire de Noisy le Sec, Dirigeante politique)

Ana Antunes (Chercheuse)

Ana Filipa Roseira (Sociologue)

Ana Furtado (Consultante marketing)

Ana Martins (Assistante sociale)

Ana Pires Silva (Enseignante du EPE)

Anna Martins (Présidente de Cap Magellan)

Arthur Silva (Journaliste)

Augusto Duarte Rozeira de Mariz (Économiste)

Aurélio Pinto (Consultant)

Candida Leconte (Consultante)

Carla Guerreiro (Traductrice et formatrice de Portugais)

Carla Marques (Psychologue)

Carlos Manuel Pinto Ferreira (Ingénieur Génie Civil / Directeur de Travaux entreprise de Batiment)

Carlos Gonçalves (Député au Parlement portugais)

Carlos Pereira (Journaliste)

César Bandeira Martins (Commerçant gérant à Café du Château)

Christophe Fonseca (Réalisateur)

Christopher Pereira (Secrétaire de Casa Amadis – Association culturelle lusophone de Montpellier)

Cristina Semblano (Économiste, Professeur d’économie portugaise à la Sorbonne et conseillère municipale en région Parisienne)

Daniel Alfarela (Photographe)

Emilia Ribeiro (Dirigeante associative)

Hermano Sanches Ruivo (Conseiller Général du département de Paris, 75)

João dos Santos Silva (Syndicaliste FO, Administrateur du Comité National Aristide Sousa Mendes)

João Heitor (Libraire-éditeur)

Joëlle Nascimento (Chef d’entreprise, Fondatrice de PortugalinBox)

José Crespo (Dirigeant associatif, électricien)

Léocadia Dias (Dirigeante associative, membre fondateur de l’AAJS- Les amis de Jorge Semprun)

Luciana Soares Gouveia

Luís Ferreira (Impresario secteur Monuments de la Région Île de France)

Luísa Semedo (Chercheuse en Philosophie Politique et Éthique, Enseignante universitaire)

Manuel do Nascimento

Manuel Fernandes (Retraité)

Manuel Pinto (Monteur Cinéma)

Maria-Benedita Basto (Maître de Conférences, Université Paris-Sorbonne)

Maria Fernanda Pinto (Retraitée L.P.N.H.E. de l’École Polytechnique de Paris, Présidente de la GAPP)

Maria João Pita (Architecte)

Marie-Hélène Euvrad (Maire-Adjointe, Dirigeante associative)

Marina Claro (Étudiante M2 Diplomatie et négociations stratégiques, Université Paris-Sud)

Mário Barroso (Réalisateur)

Mário Cantarinha (Photographe)

Miguel Costa (Fonctionnaire dans le Consulat Général du Portugal à Paris)

Miguel Magalhães ( Fundação Calouste Gulbenkian, Adjoint au Directeur)

Nathalie de Oliveira (Maire Adjointe à Metz)

Nelson De Jesus (Ingénieur, Président de l’association LusoPoissy)

Nuno Gomes Garcia (Écrivain, Consultant littéraire)

Parcídio Peixoto (Dirigeant Associatif, Conseiller des Communautés Portugaises)

Pascal Saraiva (Blogger no Luso Sounds)

Paulo Pisco (Député au Parlement portugais)

Pedro da Nóbrega (Dirigeant associatif historien)

Pedro Vaz (Fondateur et gérant d’entreprise)

Philippe Malheiro (Président de l’association Alegres Do Norte, Fonctionnaire)

Raul Lopes (Dirigeant politique, activiste associatif, Présidente de l’APCS – Association des Portugais du Cœur de Seine)

Rosa Maceira (Adjointe au Maire Mairie de Villiers-le-Bel déléguée aux affaires sociales, à la santé et au handicap, Vice Présidente du CCAS)

Sandra da Silva Pereira (Conseillère municipale à Villejuif/Assistante de direction)

Sílvia Gabriel Fernandes (Attachée de recherche clinique)

Susana Alexandra (Photographe auteur)

Tito Livio Santos Mota (Président de Casa Amadis – Assoc. culturelle de langue portugaise de Montpellier)

Victor Pereira (Chercheur/ Historien)

Vitor Rosa (Chercheur/Professeur universitaire)

https://www.change.org/p/citoyens-portugais-ou-d-origine-portugaise-en-france-unis-contre-l-extr%C3%AAme-droite

Nem todos os Portugueses votam… Le Pen!

Artigo de Arthur Porto no seguimento do Manifesto “Portugueses unidos contra a extrema-direita” e o café-debate de dia 26 de Abril 2015 no café Lusofolie’s “De Salazar à extrema-direita contemporânea – Memória(s), Identidade(s) e Resitência(s)”.

Artigo integral “Non, tous les Portugais ne votent pas… Le Pen!

“Manifeste contre l’extrême-droite

Au moment où le 25 avril, au Portugal et partout dans le monde commémorait la révolution des œillets, marquée cette année par les quarante ans de l’indépendance des colonies, en 1975, une initiative diffusée dans les réseaux sociaux est venue alerter la communauté portugaise en France.

C’est une universitaire qui a eu l’idée et pris la décision, d’abord en cercle restreint et ensuite plus largement, de diffuser un manifeste des «Citoyens portugais ou d’origine portugaise résidant en France» contre la monté de l’extrême droite en Europe, et en France.

Chercheuse en Philosophie Politique et Éthique, Enseignante universitaire, Luisa Semedo écrit ainsi que «Nous manifestons notre désaccord avec des propos, des idées ou des actions qui vont à l’encontre des valeurs de la République qui sont la liberté, l’égalité et la fraternité».

Dimanche dernier, avec Victor Pereira (Chercheur/ Historien à l’Université de Pau) un débat a eu lieu autour du fascisme où des migrants des années 60 mais aussi un jeune élu d’origine portugaise, ont rappelé l’origine sociologique de cette immigration, essentiellement rurale. Venus d’un pays de dictature, sans expérience démocratique et toujours pris par la peur du voisin, informateur potentiel de la police fasciste, ne s’autorisaient pas à exprimer une adhésion politique. Il a également été dit qu’en réalité cette population fait partie aujourd’hui des abstentionnistes l’effort de mobilisation étant, disait l’élu municipal de l’Oise, à développer des actions pour informer les jeunes issus de l’immigration.

C”est ainsi, que cette conférence-débat à Lusofolie’s «lieu très investi par les lusophones de Paris et Région Parisienne, sur une base culturelle, conviviale et démocratique», a été comme le lancement public du manifeste qui a déjà recueilli plus de trois cents adhésions. Le patron du lieu, Joâo Heitor a souligné l’importance “historique” de ce manifeste d’une jeune issue de l’immigration. En quelque sorte, son initiative et son engagement rappellent aujourd’hui les combats démocratiques auxquels l’immigration portugaise a participé dans la vie politique et sociale en France depuis les années soixante.” Arthur Porto

https://www.change.org/p/citoyens-portugais-ou-d-origine-portugaise-en-france-unis-contre-l-extreme-droite?