Todos os artigos de Luísa Semedo

Doutorada em Filosofia, especialidade Ética e Política, Universidade Paris-Sorbonne (Paris IV)

Ceci n’est pas un Président de la République

[Ceci n’est pas un Président de la République.]

Nem quando é representado e nem quando representa !
Esteve ausente das comemorações da República que dão legitimidade ao cargo que ocupa!
Excluiu partidos e os seus eleitores da República!
Defendeu como superior interesse nacional uma República encurvada, refém dos mercados!
Habituou-nos amiudadamente a não respeitar a Constituição da República Portuguesa que, por acaso, até diz o seguinte no artigo 108 º : « O poder político pertence ao POVO e é exercido nos termos da Constituição. »
Ora o povo votou e desceu à rua para dizer que queria uma mudança.
Está agora nas mãos deste Presidente respeitar a Constituição e a República que representa e DAR AO POVO O QUE É DO POVO! Que o canto do cisne presidencial seja enfim republicano!

Cavaco GIF

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Entrevista a “Sauvons l’Europe”

Entrevista conduzida por Mehdi Mahammedi para « Sauvons l’Europe » sobre algumas questões de atualidade em Portugal e na Europa, esquerda e direita, Cavaco e democracia, romantismos e responsabilidades!

http://www.sauvonsleurope.eu/luisa-semedo-sauver-leurope-passe-dabord-par-une-vraie-reflexion-sur-cette-dualite-entre-choix-democratique-et-exigences-economiques/

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O fiel companheiro

O prémio « Europeu do ano » foi dedicado aos 11 milhões que vivem em Portugal !

http://www.dn.pt/portugal/interior/premio-europeu-do-ano-e-dedicado-aos-11-milhoes-que-vivem-em-portugal-4867156.html

Zynismus  é cinismo em alemão, palavra que tem como origem grega kynos que significa cão. Rui Machete ao receber o prémio assumiu uma postura de fiel companheiro ao declarar “Também cumprimos com o que nos foi pedido e ajudamos a Alemanha a justificar o seu papel de liderança”. É preciso relembrar que Rui Machete recebeu, em Berlim, o prémio das mãos do  comissário europeu alemão Günther Öttinger, o mesmo que tinha chamado de mau aluno à França por ser um « país deficitário recidivista» .

http://www.lesechos.fr/20/11/2014/lesechos.fr/0203953850320_deficit-de-la-france—le-coup-de-semonce-d-un-commissaire-europeen.htm

Portugal vê-se assim atribuir um diploma/prémio de bom aluno, mas Rui Machete não recebeu o prémio « em nome do » povo português mas às suas custas!

Vergonha em alemão é scham…

#NotInMyName

Os donos do terreno

http://next.liberation.fr/musique/2015/10/23/a-lisbonne-le-rythme-est-dans-l-afro_1408412

Ainda me lembro, no início dos anos 90, da minha surpresa no dia em que um « amigo branco » no Bairro da Serafina me perguntou se tinha música de pessoal negro para lhe emprestar. Perguntei-lhe se ele estava a falar de música estilo Michael Jackson ou Prince e ele respondeu « não música do teu pai, música africana, funaná, kuduro… », anos mais tarde estes estilos de música « democratizaram-se » em Portugal.

A presença cultural africana em Portugal deu um salto estimável e ao contrário do que afirma o subtítulo do artigo, só conheço « misturas » entre negros e brancos.

No entanto…

…há um trabalho colossal a ser feito para o reconhecimento da influência africana na cultura e identidade portuguesa ;

…há um trabalho colossal a ser feito para a representatividade dos Portugueses de origem africana nos media e na política (ex. quantos deputados de origem africana têm assento no parlamento ?) ;

… há um trabalho colossal a ser feito contra o racismo estrutural e institucional e ainda contra o racismo ordinário, que ainda tanto me choca quando o oiço nas ruas e cafés, em Portugal.

Quase tudo resta a fazer, não somente no que diz respeito aos direitos, à integração ou à representatividade dos Portugueses de origem africana, mas a todos aqueles que saem do imaginário coletivo do que é ou deve ser um perfeito cidadão em Portugal em termos de cor, origem, nacionalidade, orientação sexual, género ou condição física/mental.

Os « donos do terreno » (perdão aos Buraka)  ainda são aqueles que viram a cara para não ver que vivem num país mestiço e diverso, cabe-nos a nós fazer barulho (ou música !) para lhes engrandecer o campo de visão!

This government will self-destruct in ten days…

Ora aqui está o XX Governo Constitucional de Portugal!

Os futuros ex-ministros estão motivados, temos a Super Star, o Vice irrevogável, um ministro da administração interna que atestou da idoneidade de Ricardo Salgado (http://www.publico.pt/…/novo-ministro-da-administracao-inte…), temos um ministro da saúde que considera que tudo está bem no hospitais portugueses e que os médicos que se queixam são uns pobres comunistas com « opiniões » (http://www.tvi24.iol.pt/…/servicos-de-urgencia-em-portugal-…), uma ministra da Cultura, da Igualdade e da Cidadania que não percebe nada de Cultura mas que é expert na Igualdade, se excluirmos as questões LGBT da fórmula e que já tem trabalho de casa : 4 mulheres em 17 membros do executivo ! (http://www.cmjornal.xl.pt/…/teresa_morais_junta_cultura_igu…)
E entretanto ficámos a saber das novas medidas « austeritárias » em relação às pensões de invalidez (http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=238544).
Vão ser 10 longos dias! 

Nem todos os Portugueses votam… Le Pen!

Artigo de Arthur Porto no seguimento do Manifesto “Portugueses unidos contra a extrema-direita” e o café-debate de dia 26 de Abril 2015 no café Lusofolie’s “De Salazar à extrema-direita contemporânea – Memória(s), Identidade(s) e Resitência(s)”.

Artigo integral “Non, tous les Portugais ne votent pas… Le Pen!

“Manifeste contre l’extrême-droite

Au moment où le 25 avril, au Portugal et partout dans le monde commémorait la révolution des œillets, marquée cette année par les quarante ans de l’indépendance des colonies, en 1975, une initiative diffusée dans les réseaux sociaux est venue alerter la communauté portugaise en France.

C’est une universitaire qui a eu l’idée et pris la décision, d’abord en cercle restreint et ensuite plus largement, de diffuser un manifeste des «Citoyens portugais ou d’origine portugaise résidant en France» contre la monté de l’extrême droite en Europe, et en France.

Chercheuse en Philosophie Politique et Éthique, Enseignante universitaire, Luisa Semedo écrit ainsi que «Nous manifestons notre désaccord avec des propos, des idées ou des actions qui vont à l’encontre des valeurs de la République qui sont la liberté, l’égalité et la fraternité».

Dimanche dernier, avec Victor Pereira (Chercheur/ Historien à l’Université de Pau) un débat a eu lieu autour du fascisme où des migrants des années 60 mais aussi un jeune élu d’origine portugaise, ont rappelé l’origine sociologique de cette immigration, essentiellement rurale. Venus d’un pays de dictature, sans expérience démocratique et toujours pris par la peur du voisin, informateur potentiel de la police fasciste, ne s’autorisaient pas à exprimer une adhésion politique. Il a également été dit qu’en réalité cette population fait partie aujourd’hui des abstentionnistes l’effort de mobilisation étant, disait l’élu municipal de l’Oise, à développer des actions pour informer les jeunes issus de l’immigration.

C”est ainsi, que cette conférence-débat à Lusofolie’s «lieu très investi par les lusophones de Paris et Région Parisienne, sur une base culturelle, conviviale et démocratique», a été comme le lancement public du manifeste qui a déjà recueilli plus de trois cents adhésions. Le patron du lieu, Joâo Heitor a souligné l’importance “historique” de ce manifeste d’une jeune issue de l’immigration. En quelque sorte, son initiative et son engagement rappellent aujourd’hui les combats démocratiques auxquels l’immigration portugaise a participé dans la vie politique et sociale en France depuis les années soixante.” Arthur Porto

https://www.change.org/p/citoyens-portugais-ou-d-origine-portugaise-en-france-unis-contre-l-extreme-droite?